segunda-feira, 28 de maio de 2012

Fusão entre Azul e Trip não deve ser positiva para o consumidor


Foto: SXC
Deve ser anunciada na tarde desta segunda-feira (28) entre as empresas aéreas Azul e Trip, companhias que atuam em voos regionais.
Segundo o diretor de Fiscalização da Fundação Procon-SP, Renan Ferraciolli, num primeiro momento, a fusão não é positiva para o consumidor, pois diminui a concorrência. "Ficamos agora com apenas três grandes empresas, por isso, esperamos que elas passem a competir mais entre si, agregando vantagens para o consumidor", afirma.
De acordo com Ferraciolli, ainda é muito cedo para prever se o serviço ou atendimento vão melhorar. "É importante que as empresas usem o melhor de cada uma delas no atendimento ao consumidor", explica. 
Para  o presidente do Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo), José Geraldo Tardin, a fusão não será positiva, pois apesar de acreditar que as empresas possam dar conta da demanda, o serviço deve piorar.
Já a coordenadora Institucional da Proteste - Associação de Consumidores, Maria Inês Dolci, acredita que em relação à qualidade, a fusão entre as empresas pode ser positiva para o consumidor, já que facilitará o atendimento da demanda. “Separadas, as duas empresas não conseguiam dar conta da demanda, mas juntas, elas devem funcionar muito bem”, afirma.
PreçoEm relação ao preço, Maria Inês afirma que embora ainda seja muito cedo para prever se haverá algum grande impacto, pode ser que os preços sofram algum reajuste. “O consumidor pode não ter as mesmas condições de preço, mas não deve ser um reajuste muito alto, já que uma das condições avaliadas para a efetivação da fusão é a precificação”, completa.
Segundo Tardin, o único fator importante para o consumidor na oferta de serviços é a concorrência, por isso, ele afirma que com a fusão os preços podem ser afetados. "Com a diminuição da concorrência, os preços devem sofrer reajustes", afirma.
A coordenadora da Proteste aconselha que o consumidor já deve começar a prestar atenção nos preços praticados atualmente, para poder ter base na comparação de preços. “Caso haja abuso no reajuste de preços, o consumidor deve denunciar o ocorrido aos órgãos de defesa do consumidor”, finaliza.
Direito do consumidor
De acordo com Ferraciolli, a Trip operava alguns voos em conjunto com a TAM, por isso, todos os contratos assinados antes da fusão deverão ser respeitados pela companhia.