quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O descarte correto do lixo eletrônico


Pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes são consideradas resíduos perigosos pelas normas brasileiras, pois liberam elementos tóxicos que podem prejudicar o meio ambiente e a nossa saúde. Por essa razão, precisam ter um destino especial e não podem ir para o lixo comum ou serem destinados à reciclagem.

No Brasil, o descarte de pilhas e baterias é regulamentado pela Resolução CONAMA 401/2008, que estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio (substâncias prejudiciais à saúde) para pilhas e baterias comercializadas no território nacional e os critérios e padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado.

A resolução também determina que os estabelecimentos que comercializam esses produtos, bem como a rede de assistência técnica autorizada pelos seus fabricantes e importadores, deverão receber dos usuários as pilhas e baterias usadas, respeitando o mesmo princípio ativo, sendo facultativa a recepção de outras marcas, para repasse aos respectivos fabricantes ou importadores. Existe um tratamento específico para pilhas e baterias, cujo material é reaproveitado em novos produtos.

As lâmpadas fluorescentes, de vapor de mercúrio, vapor de sódio e de luz mista emitem gases nocivos e não podem ser recicladas e precisam de descarte especial. Não há perigo quando elas estão inteiras, porém, quando se quebram acabam liberando mercúrio na atmosfera, com o risco de contaminar água e solo, além de causar sérios danos à nossa saúde (se ingerido ou inalado, pode atacar o sistema nervoso). Devem ir para coletores específicos e enviadas para empresas credenciadas que tratam esse tipo de resíduo.

As lâmpadas incandescentes não oferecem grandes impactos ambientais, mas não podem ser recicladas. Dessa forma, devem ir para o lixo comum.

Pilhas, baterias e lâmpadas são parte de uma categoria cada vez mais crescente: a do lixo eletrônico. Aliás, lixo eletrônico é qualquer aparelho ou componente eletrônico que não tem mais uso e vai ser jogado fora, correndo o risco de contaminar o meio ambiente por conter componentes tóxicos em sua estrutura. São os celulares, os televisores e seus componentes, os rádios, os DVDs e os CDs, eletrodomésticos em geral, e muitos outros.

Atenção: Cuidado com as baterias e pilhas piratas! Elas podem ser mais baratas, mas duram menos e podem conter dez vezes mais mercúrio do que aquelas vendidas legalmente.

Como descartar corretamente as pilhas, baterias, lâmpadas e lixo eletrônico

Os links abaixo reúnem entidades e locais, em todo o Brasil, que recebem pilhas, baterias, lâmpadas e demais componentes do chamado lixo eletrônico. Lembramos que a maior parte dos locais indicados é gerenciada por entidades independentes de governos e administrações públicas.


E-LIXOMAPS  - Ferramenta de busca, desenvolvida para o mapeamento e cadastramento de postos de coleta e reciclagem de lixo eletrônico em todo Brasil.

MUTIRÃO DO LIXO ELETRÔNICO - Na página da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, há uma lista de entidades e locais para efetuar o descarte do lixo eletrônico.

PROJETO CIDADÃO ECO - Retira materiais, mediante agendamento, nas regiões localizadas na cidade de São Paulo e na Grande ABCD

CEMPRE - COMPROMISSO EMPRESARIAL PARA RECICLAGEM - Mais opções para levar os seus resíduos tecnológicos em São Paulo e outras localidades no Brasil
PROGRAMA ABINEE PARA RECEBE PILHAS - Iniciativa conjunta de fabricantes e importadores de pilhas e baterias portáteis para o recolhimento de resíduos em postos localizados em vários pontos comerciais do Brasil

CEDIR/USP  - O Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática da Universidade de São Paulo promove a coleta de lixo eletrônico, que deve ser agendado pelos contatos indicados no link acima

PROJETO RECICLAGEM DIGITAL - Esse é um projeto que surgiu em 2008 que realiza trabalhos voluntários para educar na coleta, reciclagem e reaproveitamento de lixo proveniente da informática.