Em
2026, o Procon-SP completa 50 anos de atuação na defesa do consumidor no estado
de São Paulo, trajetória marcada pela realização contínua de ações voltadas ao
acompanhamento das relações de consumo e à produção regular de publicações,
pesquisas e informações técnicas.
Esta
publicação apresenta dados e informações elaborados no âmbito dessa atividade
permanente.
PREÇOS DE MEDICAMENTOS E
SEUS IMPACTOS SOBRE OS CONSUMIDORES
Essenciais
em todas as fases da vida e vitais para nossa saúde e bem-estar, os medicamentos
são produtos cuja comercialização é protegida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Para
auxiliar o consumidor a tomar decisões conscientes e seguras em tema tão
sensível, o Núcleo de Pesquisas da DEP divulgou duas pesquisas sobre o assunto
“medicamentos”: uma sobre a percepção do consumidor sobre a venda de
medicamentos, e outra, comparativa de preços.
QUAL O COMPORTAMENTO DO
CONSUMIDOR, QUANDO O ASSUNTO É COMPRA DE MEDICAMENTOS?
Além, obviamente, da indicação médica, o que guia as escolhas do consumidor, na hora de comprar medicamentos?
O
Procon SP coletou dados a partir de
perguntas como, se esse consumidor busca preço bom e marcas de confiança; onde
ele compra (loja física, aplicativos, venda online); seu grau de confiança,
quando se trata de fornecer dados pessoais; se acredita que a publicidade induz
à automedicação e se conhece a PMC*,
*lista de Preço Máximo ao Consumidor
(PMC) divulgada pela CMED - Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos -
administrada pela Anvisa
O
questionário, disponível para acesso espontâneo no site da Fundação entre os
dias 04 e 29/05/2026, foi respondido por 1.819 pessoas. Desse total, 1538 demonstraram ser consumidoras de remédios, grupo de interesse especial da
pesquisa.
A
enquete apurou que a maioria destes entrevistados (1091) compra remédios
regularmente, sendo que 94,93% comparam os preços antes. Pouco menos da metade
(748) adquire remédios, principalmente, em lojas físicas de grandes redes ou de
estabelecimentos independentes. Mas, também, uma grande parcela de consumidores
adquire medicamentos em ambas – física e on-line.
A
preferência de quem compra em loja física, se deve, especialmente à
disponibilidade imediata do produto e à facilidade de acesso/localização, do
mesmo modo que a presença de um profissional para eventuais orientações. Já,
quem adquire pela internet, busca preços mais baixos e leva em consideração a comodidade de não sair de
casa. Promoções exclusivas e facilidade na comparação de preços, também foram
apontados como fatores determinantes para a escolha.
Quando
o assunto é preço de medicamento prescrito pelo médico, pouco mais da
metade dos entrevistados respondeu que aceita trocar o remédio de marca por um
genérico ou outra marca mais barata. Na outra ponta, quando se fala em medicamento
sem prescrição, a escolha se concentrou, sobretudo, em experiências anteriores.
INFORMAÇÕES SUFICIENTES E
LIBERDADE DE ESCOLHA: PUBLICIDADE E AUTOMEDICAÇÃO, PMC E DADOS PESSOAIS.
Publicidade e automedicação: Na percepção de 70,35% dos entrevistados que compram
remédios, a publicidade induz à automedicação.
PMC*: Embora 94,93%, dos 1538 entrevistados,
tenha respondido que antes de comprar faz cotação do valor do remédio, boa
parte não sabe que a maioria dos medicamentos tem teto máximo de preço. O PMC –
Preço Máximo ao Consumidor * é
atualizado mensalmente e as farmácias e drogarias não podem cobrar valor
acima do que está divulgado nessa lista. Porém, muitos responderam que não
sabem onde consultá-la. Ainda nessa linha, a pesquisa trouxe á tona que
88,10% já deixou de comprar medicação
por causa do preço.
CPF e descontos: Somente 4,75% dos entrevistados nunca
fornece seus dados pessoais (CPF, telefone, e-mail), enquanto 71,20% querem os
descontos propiciados por essa prática. Em contrapartida, pouco mais de um
terço dos pesquisados disse se sentir desconfortável ao disponibilizar seu CPF,
e mais da metade não sabe como seus dados são utilizados pelas farmácias.
COMPARAÇÃO COM DADOS
DE 2025
De
modo geral, os percentuais da pesquisa de 2026 ficaram estáveis, com variações
inexpressivas em relação aos de 2025. Exceção
feita apenas para o número de pessoas entrevistadas que não costumam
comprar remédios: do total de 1378 em 2025, 6,89% haviam respondido que não costumam
comprar medicamentos. Já, em 2026, esse percentual subiu para 15,45%.
Tal
como em 2025, neste ano, a maioria dos entrevistados foi do sexo feminino,
ganha mais do que 04 (quatro) salários mínimos e tem entre 36 e 50 anos de
idade.
Acesse o relatório
desta pesquisa no link:
REMÉDIOS SÃO PRODUTOS DE CONSUMO
Vício de qualidade ou quantidade:
Se, dentro do prazo de validade, o
medicamento apresentar alteração de sabor, odor, coloração ou textura (desde que não seja uma de suas
características essenciais), entre em contato com a farmácia onde foi adquirido
ou com o SAC do laboratório fabricante. Na dúvida, não tome o medicamento e
procure imediatamente um médico para aconselhá-lo. Da mesma forma, recuse a
entrega, se a embalagem estiver violada, amassada, rasgada ou úmida.
Obs.:
A desistência ou a interrupção do tratamento não obrigam a farmácia/drogaria a
aceitar a devolução dos medicamentos, por conta do "risco sanitário".
Receitas: A aquisição de medicamentos, à exceção
daqueles sem tarja, deve ser feita sempre mediante prescrição através do
receituário médico (receita) comum. A receita on-line ou prescrição eletrônica
também é admitida pelo Conselho Federal de Medicina”.
Exigência de CPF: Por se tratarem de dados sensíveis, as
informações pessoais sobre nossos hábitos de consumo em saúde não podem ser
compartilhadas pelas farmácias.
Através
da informação do CPF, as farmácias coletam dados sobre uso de contraceptivos,
aquisição de fraldas descartáveis ou absorventes higiênicos, compra de medicamentos de uso contínuo para
problemas como hipertensão, diabetes e depressão, a frequência no uso de
camisinhas.
Além
da LGPD, que classifica tais dados como "sensíveis", o artigo 43 do
Código de Proteção e Defesa do Consumidor estabelece que as informações
existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo bem
como suas respectivas fontes, deverão estar acessíveis ao consumidor. Somente
forneça seu CPF se receber informação prévia sobre como esses dados serão
tratados e se for de sua vontade.
Caso
tenha dúvidas ou qualquer problema, procure o Procon de sua cidade ou acesse o
site da Fundação Procon-SP (moradores do estado de São Paulo). Para registrar
uma reclamação: https://consumidor2.procon.sp.gov.br/login
PESQUISA COMPARATIVA DE
PREÇOS 2026
A pesquisa comportamental sobre medicamentos aponta, significativamente, para onde se concentra a atenção dos consumidores: o preço.
O
consumidor se sujeita a fornecer dados pessoais sensíveis, mesmo sem saber como
serão utilizados, na expectativa de obter o melhor valor ou ainda, deixa de
comprar o medicamento por causa de preço.
Assim,
sempre com o objetivo de facilitar o acesso do consumidor a essa informação
imprescindível, o Procon SP promoveu mais um levantamento de preços de
medicamentos em lojas físicas e on-line. Foram coletados, separadamente, preços
de medicamentos antitérmicos, anti-inflamatórios, antibióticos, para pressão
arterial, colesterol, ansiolíticos e anticonvulsivantes, para tireoide, disfunção
erétil, artrite reumatoide, antidepressivos, anticoncepcionais,
anti-histamínicos (alérgicos) e soro fisiológico.
LOJAS FÍSICAS
Entre
os dias 19 e 20/05/2026 foram visitados, de forma aleatória, 10
estabelecimentos de médio e grande porte, nas quatro regiões, mais o centro
da cidade de São Paulo. A pesquisa avaliou os valores de 71 medicamentos,
sendo 35 de referência e 36 genéricos.
Dentre
os medicamentos de referência, a equipe
encontrou a maior diferença no preço do Synthroid
- 25 mcg - 30 comprimidos: 286,11%. O maior preço apurado foi de R$ 41,43.
Na loja que comercializava ao preço mais barato – R$ 10,73, o consumidor
conseguiria comprar quatro unidades pagando, praticamente, o preço de uma, na
loja mais cara.
Já,
nos genéricos, a maior variação de preços foi do medicamento Tadalafila - 5 mg - 30 comprimidos, que
ficou em 2433,59%, que, em valor absoluto resulta em R$ 94,18.
Na
comparação de itens comuns às pesquisas realizadas em 2025 e 2026, nas lojas físicas,
houve variação positiva de 8,43% no preço médio de 33 medicamentos de
referência. Já, nos outros 33 medicamentos genéricos pesquisados em comum no mesmo período, o aumento, no preço
médio, foi de 12,74%.
LOJAS ON-LINE
Para
a pesquisa on-line, realizada nas mesmas datas, foram acessados 10 sites
com endereços de Ips na região central de São Paulo-SP. Nos dois dias foram
apurados os preços à vista de 72 medicamentos (36 de referência e 36
genéricos). Produtos com desconto e valor do frete não foram considerados na
cotação.
Na
pesquisa on-line, o Synthroid - 25mcg – 30 comprimidos apareceu novamente
como o produto de referência com a maior diferença de preços, iguais
286,11%. Entre os
medicamentos genéricos, a maior diferença de preço encontrada foi de 1237,08%,
para caixa com 4 comprimidos do
Citrato de Sildenafila – 50 mg.
Os
preços médios dos genéricos, quando comparados com os de referência de mesma
apresentação estavam, em média, 66,18% mais baratos.
DIFERENÇAS ENTRE PREÇOS DE LOJAS FÍSICAS E ON-LINE
Os
preços médios dos medicamentos genéricos vendidos on-line estavam 20,58% mais
baratos do que em lojas físicas. Da mesma forma, na comparação entre os medicamentos
de referência, o preço médio das lojas on-line estava 8,13% mais barato do que
em lojas físicas.
PREÇOS PARA O CLIENTE COMUM
Dentre
as diretrizes adotadas pelo Núcleo de Pesquisas da DEP, é coletado o “preço com desconto máximo para o cliente
comum”, ou seja, aquele que não possui nenhuma condição especial (aposentado,
empresas, planos de saúde conveniados, etc.). Também não são considerados os
descontos vinculados ao Programa Farmácia Popular.
Acesse o relatório desta pesquisa no link: www.procon.sp.gov.br/epdc/#pesquisa
Acesse mais orientações seguras e confiáveis no site do Procon-SP:


























