Mostrando postagens com marcador Jornal Hoje. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jornal Hoje. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Entra em vigor a nova regra para o rotativo

A partir desta segunda-feira (3/4/2017) passa a valer a Resolução 4.549 do Conselho Monetário Nacional (CMN), que  definiu um limite de 30 dias para o uso do rotativo do cartão de crédito, numa tentativa de baixar os juros cobrados nessa modalidade. Segundo o órgão, o objetivo da medida  é "tornar o uso do cartão de crédito mais eficiente e barato para o usuário" e "ajudar instituições financeiras a aprimorar gerenciamento de risco de crédito". 

Agora, se o consumidor não pagar o valor total da fatura do cartão em determinado mês, os juros do rotativo só poderão ser cobrados até o vencimento da fatura seguinte. Após esse prazo, o banco poderá apresentar ao cliente uma alternativa para quitar o débito - entre elas um financiamento com juros menores (atualmente, os do cartão ultrapassam 400% ao ano).

A medida vale para pessoas físicas e jurídicas, exceto para cartões de crédito vinculados a empréstimos consignados, que já tem taxas limitadas pelo governo.

Para o Procon-SP, embora a proposta tenha como objetivo a diminuição dos juros do crédito rotativo do cartão, a norma não traz obrigatoriedade quando à oferta de outras formas de pagamento e não estabelece regras específicas para o parcelamento. Diante disso, cada instituição adotará a sua própria sistemática, sem qualquer garantia de que as informações serão repassadas de forma clara para o consumidor e que será respeitada a sua capacidade de pagamento. 

Outra preocupação do órgão diz respeito ao parcelamento automático, anunciado por algumas instituições financeiras caso o cliente não se manifeste até o vencimento da fatura. Essa modalidade retira o direito de escolha do consumidor, previsto no artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor

O Procon-SP ressalta que apesar do anúncio de "queda nos juros", é importante que o consumidor continue controlando seus gastos com o cartão de crédito, pois não há clareza, nem por parte das administradoras e nem da Resolução, que haverá de fato redução nas taxas aplicadas. 

"Está tudo muito duvidoso ainda, as coisas estão nas mãos dos bancos e não sabemos como eles vão proceder", salientou Paulo Miguel, diretor-executivo da Fundação Procon-SP em entrevista ao Jornal Hoje da TV Globo.

O  Procon-SP acompanhará a aplicação da medida e atenderá os consumidores em caso de dúvidas sobre os valores cobrados.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Saiba quando vale a pena pedir a antecipação do imposto de renda

Fonte: TV Globo- Jornal Hoje

     A expectativa é que 27,5 milhões de contribuintes façam a declaração de imposto de renda este ano. Até segunda-feira passada, só 6,1 milhões tinham enviado a declaração. Muitos desses contribuintes também já pensam em pedir a antecipação desse dinheiro no banco.

     Uma saída pra quem está precisando de grana extra, e já sabe que vai ter restituição do imposto de renda, é pedir a antecipação desse dinheiro.

Vários bancos oferecem isso. O cliente pede pra retirar o dinheiro agora e paga quando a Receita Federal depositar.

Somente em um banco,  mais de 70 mil pessoas já fizeram pedido de antecipação da restituição do imposto de renda, em apenas um mês. Esse número é 16% maior do que no mesmo período do ano passado.

Como muita gente ainda vai entregar a declaração, o banco acredita que a quantidade de pessoas solicitando essa linha de crédito vai ser bem maior. “20%, 22% é a expectativa que nós temos  em relação ao mesmo período do ano passado”, diz Claudio Gomes, superintendente regional do Banco do Brasil.

Mas atenção antes de sair assinando contrato. É preciso comparar os juros pra ver se a antecipação do imposto de renda vale a pena. Essas taxas variam de instituição para instituição:

Num empréstimo pessoal, os juros são, em média, de 3,90% ao mês. No cheque especial, média de 9,44% por mês, e na antecipação da restituição do imposto de renda, os juros são a partir de 1,93% mensais em alguns bancos.

Com essa taxa de juros, uma pessoa que tem R$ 2.500 de restituição, que deve ser liberada em novembro, se fizer a antecipação, vai pagar R$ 2.955,56 no total.

Lembre-se que na antecipação do imposto de renda há um risco: o de cair na malha fina e a restituição demorar ainda mais pra ser depositada.

“Entretanto nesse período, a taxa que vai ser fixada em contrato, vai ser cobrado do consumidor. Então aquele valor que foi emprestado inicialmente, pode aumentar bastante se o consumidor cair na malha fina, demorar pra receber a restituição”, comenta Renata Reis, supervisora financeira do Procon-SP*.

* Entrevista veiculada no dia 02 de abril.Veja o vídeo aqui.