quarta-feira, 9 de março de 2016

Procon-SP 40: Primeiros números

Antigo posto Bandeira Paulista. Mesmo antes do CDC,
o consumidor já recorria ao Procon-SP
Em seus quase 40 anos de história, o Procon-SP realizou mais de 10 milhões de atendimento. O primeiro levantamento estatístico  apontou que até maio de 1978, tinham sido registrados 2.175 atendimentos, com encaminhamento satisfatório na grande maioria dos casos. De setembro a dezembro de 1976, a média de queixas foi de oito ao mês. De janeiro a julho de 1977, passou para 91 e no segundo semestre desse mesmo ano, alcançou 128. Em 2014, foram registrados 580.350 atendimentos com mais de 80% de casos solucionados.

Das reclamações feitas no final dos anos 70, 44% eram relacionadas a preço, 26% sobre ineficiência dos estabelecimentos como o mau atendimento, não entrega de mercadorias, embalagens danificadas/violadas, etc.. A qualidade do produto ou serviço representavam 18% das queixas e problemas com assistência técnica respondiam por 8% das demandas dos consumidores. 

Os problemas que levavam os consumidores a reclamarem no Procon-SP foram mudando ao longo dos anos. Na década de 80, o órgão recebeu diversas queixas por problemas com alimentos vencidos, ou com má conservação, bem como reclamações de casos relacionados à habitação. Aliás, a partir de 1986 a demanda de queixas explodiu: foram mais de 120 mil atendimentos (mais do que os cinco anos anteriores somados). Isso ocorreu por causa da entrada em vigor do Plano Cruzado, que trouxe novas regras ao mercado, dentre elas, o congelamento de preços, e maior atenção por parte da imprensa aos assuntos relacionados à defesa do consumidor e ao atendimento do Procon-SP, como pode ser visto abaixo:




A primeira matéria é de 1985, quando o jornal "O Estado de São Paulo" publicou a abertura de dois postos do Procon-SP, um no Tatuapé e outro na Rua Japurá - Centro de São Paulo.

A segunda publicação, do mesmo jornal, é de 1986 e tratou de "maquiagem de produto, que na época era a prática que os fornecedores adotavam para burlar o congelamento de preços que vigorava em função do "Plano Cruzado", além da retirada de determinados produtos das prateleiras, forçando o consumidor a adquirir um item mais caro.

Já viu um pedaço de cano em pão? Nós já! Próximo post vamos tratar da "Feira do Alerta"!



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